
A
CASA DA PROFESSORA
A
vida difícil da beira interior e a falta de acessibilidades
constituíam enormes barreiras ao desenvolvimento. O
analfabetismo persistia e entravava o conhecimento. Na
primeira metade do séc. XX o povo de Maria Gomes uniu-se e
conseguiu que se erguesse a primeira escola primária. Passo
importante não só para os mariagomenses como para os
habitantes das aldeias vizinhas que ali vinham aprender a
letras e a tabuada, a história de Portugal e outros
conhecimentos tão importantes para a melhoria das suas
condições de vida.
Os
professores vinham de outros lugares e precisavam de casa para
permanecer na aldeia, daí que, em meados do século passado,
este povo desse mais um passo e construisse a Casa da
Professora, que se tornou em mais um símbolo do regionalismo,
pois foi toda conseguida com o esforço do povo de Maria
Gomes, sem quaisquer apoios institucionais ou públicos.
Com
a desertificação acentuada que se deu por todo o interior do
país, de que Maria Gomes também fez parte, a população
mudou, os novos saíram em busca de vidas mais confortáveis e
só os mais velhos continuaram. Isto levou ao fecho das
escolas por todo o lado e a Casa da Professora ficou vazia,
sem ocupação e, com o tempo, foi ficando cada vez mais
degradada.
Urgia
restaurá-la e convertê-la a outras funções, de acordo com
as actuais necessidades. E o concelho de Pampilhosa da Serra
é deficiente em infra-estruturas de vocação turística e
hoteleira. Quem quiser visitar a região ou é familiar e
amigo de quem nela vive e lhe dá abrigo ou então não tem
como permanecer nesta zona de paisagem tão deslumbrante e
apetecível ao lazer.
O
movimento regionalista em Maria Gomes, através da Comissão
de Melhoramentos, continua firme e activo e soube agarrar a
Casa da Professora, criando um projecto de restauro e
conversão em casa de turismo de aldeia.
A
casa da Professora usufrui uma localização privilegiada,
pois fica no início da aldeia, junto à estrada principal e a
poucos minutos de carro de locais paradisíacos, como a seguir
identificamos alguns.
A
Praia Fluvial de Álvaro, a convidar ao sossego das
suas margens, aos banhos das águas tranquilamente azuis, à
pesca e aos desportos náuticos.
No
Vilar, junto à Amoreira, o rio Zêzere espraia-se a
oferecer um espaço magnífico de lazer, com piscina
flutuante, churrasqueira e zona de pic-nic.
A
Barragem de Santa Luzia seduz pela originalidade do seu
açude, pelas águas límpidas numa quietude de sonho, onde os
banhos e a pesca marcam presença.
Ao
redor, a orografia pouco acidentada em que a aldeia fica
inserida inspira a passeios de BTT e todo o terreno por puro
prazer.
Na
aldeia existe um bar na Casa do Povo a convidar ao convívio
com os mariagomenses de espírito amável e hospitaleiro.